sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Magusto Pampilhosa


Como todos os anos, na proximidade do dia S.Martinho, o MAAC,a JOC e a LOC da Pampilhosa, realizaram, junto à Igreja um magusto convívio conjunto. O MAAC promoveu a realização de jogos diversos, para os mais pequenos, como saltar a corda, apanhar bolachas com a boca mas de olhos vendados, atirar a bola para derrubar as latas.

Coincidindo com a data da realização do ensaio da celebração mensal da juventude na paróquia, cuja preparação a JOC também integra, só no final deste actividade foi possível juntar o grupo todo e acender-se a fogueira para assar as castanhas.

No final de estarem bem assadas, foi então o espaço de diversão habitual, com muitas correrias e enfarruscadelas, este ano enriquecido com um óptimo lanche, o contributo de uma das mães para a iniciativa.

No dia seguinte voltámos a encontrar-nos, de viola uns, outros a cantar, na celebração da Juventude. Foi um fim de semana animado.

Tiago Rocha (Quânticos)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Desemprego nos Jovens atinge os 23%

Os jovens são os mais afectados pelo drama do desemprego em Portugal, mas ter uma licenciatura não parece ser irrelevante.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a taxa de desemprego entre os jovens subiu em Portugal para 23,4% no terceiro trimestre do ano, o que se traduz em 99 mil cidadãos com menos de 25 anos sem trabalho.

O valor representa um agravamento de 4,2 pontos percentuais face aos 19,2% do período homólogo de 2009, segundo os mesmos dados. Os jovens são por isso a camada mais afectada pelo desemprego em Portugal, que atingiu os 10,9% em Setembro. Nos homens a taxa é de 9,6% e nas mulheres um pouco mais elevada, nos 12,4%.

A licenciatura pode, no entanto, facilitar a entrada no mercado de trabalho. Dados do INE mostram que o desemprego entre os licenciados cresceu 6,5% em termos homólogos e que há 68 mil portugueses que frequentaram o ensino universitário nessas condições As subidas são mais expressivas para aqueles que só completaram o ensino secundário (30,5%) e para quem ficou no ensino básico (7,4%). Nestes 'escalões' há 122 mil e 419 mil portugueses sem trabalho, respectivamente.

Rita Paz In Diário Económico (17 Novembro de 2011)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Comunicado JOC e LOC

O momento que vivemos marcado principalmente: pelo trabalho precário e desemprego estruturante, geradores de muitas angústias e incertezas na vida dos trabalhadores, dos jovens e das famílias; pela situação económica e social e as políticas neoliberais que visam o emagrecimento do estado através dos cortes nas despesas sociais, motivaram uma reflexão conjunta da JOC – Juventude Operária Católica e da LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos, a qual tornamos pública.
Vivendo num tempo de grande evolução tecnológica e científica, com algum progresso económico e social, constatamos o acentuar escandaloso das desigualdades, que tem provocado um aumento da pobreza e da exclusão social. Sublinha-se ainda a baixa produtividade, a corrupção e a economia paralela como factores que agravam ainda mais a situação. Deste modo continuamos a assistir a um desenvolvimento económico sem regras nem ética, onde muita da riqueza criada vem da especulação financeira.
Constantemente é questionado o estado social e diminuídos os apoios, quando estes foram uma solução imediata para muitos homens e mulheres que, ao fim de muitos anos de trabalho produtivo e criador de riqueza se viram sem trabalho. Para milhares de trabalhadores e de outros cidadãos mais pobres, são o subsídio de desemprego ou o precário rendimento de inserção social que lhes permite continuar a sobreviver nesta sociedade.
Sentimo-nos indignados porque cresce na União Europeia da liberdade, da democracia e da carta social a ideia de que a imigração é também causa dos problemas económicos e do aumento dos conflitos sociais, levando a um crescente sentimento xenófobo, quando as realidades e as estatísticas comprovam o grande contributo dos imigrantes no desenvolvimento económico, no crescimento demográfico e na riqueza da diversidade cultural.
É inadmissível que sejam os bancos e o poder económico a impor as regras dos financiamentos das dívidas públicas e privadas com as incertezas e as especulações que continuamos a assistir. As principais vítimas destes usurpadores de riqueza não produtiva e insustentável, são os países que enfrentam actualmente dificuldades financeiras, com défices orçamentais e dívida pública, mas os mais sacrificados são os trabalhadores e as populações mais pobres.
Apesar das realidades, dos fazedores de opinião pública e das estruturas do poder nos fazerem crer que não há outro caminho, nós reafirmamos com convicção que é possível e viável outro modelo de desenvolvimento mais justo que visa em primeiro lugar a dignidade da pessoa e não o lucro. Provam-no a história do movimento operário, o contributo dos trabalhadores e a nossa fé sustentada no projecto de Deus para a humanidade.
Para alterar o actual modelo de desenvolvimento e criar uma nova ordem mundial, como referiu o papa Bento XVI aquando do despoletar da crise económica, necessitamos:
• De uma União Europeia forte, que aposte no desenvolvimento democrático, social e equitativo, como sempre foram os seus princípios; que crie regulamentação e vigilância sobre os capitais e as offshore; que se revejam também os altos salários e as reformas dos cargos públicos e privados.
• De concretizar uma democracia mais participativa, principalmente nas autarquias e nas comunidades, de forma a serem encontradas respostas concretas e eficazes para as dificuldades e pobreza com que nos confrontamos.
• De rever urgentemente os nossos níveis de consumo, tanto do estado, como dos privados e principalmente das famílias. Por isso reprovamos a medida tomada, que incentiva a abertura dos estabelecimentos comerciais ao Domingo.
Como movimentos operários cristãos propomo-nos:
• Incentivar as comunidades cristãs a terem mais presente na sua reflexão e acção pastoral aquilo que são as angústias e anseios dos trabalhadores, dos jovens e desempregados a fim de contribuírem, à luz do Evangelho e do Ensino Social da Igreja, para uma sociedade mais humanizada.
• Apelar aos militantes dos movimentos operários cristãos para participar nas estruturas sindicais, sociais e eclesiais, no sentido de fazer destes, espaços de denúncia e busca de propostas de acção que levem a uma transformação fazendo renascer a esperança dos trabalhadores.
• Sensibilizar os trabalhadores, jovens, desempregados e reformados a viverem efectivamente a sua cidadania em todas as possíveis expressões que contribuam para a dignificação da pessoa.

Lisboa, 29 de Outubro de 2010

As equipas executivas da JOC e da LOC/MTC

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Encontro de Relançamento Diocese de Coimbra

O Encontro de Relançamento dos movimentos da Pastoral Operária da Diocese de Coimbra ficou definitivamente marcado para o próximo sábado, dia 16 de Outubro, no Seminário Maior, em Coimbra.
O encontro começa às 12.00h, destina-se a todos os elementos do MAAC, JOC e LOC e o almoço será partilhado. Estão previstos espaços e dinâmicas diferentes de acordo com a idade dos participantes. Relembra-se que se trata de uma actividade importante por se tratar de um espaço ímpar de partilha, interacção e planificação do trabalho entre todos.

PROGRAMA
12:00 – Acolhimento – Espaço de Interacção.
12:30 – Almoço partilhado.
14:00 – Apresentação e aprovação do documento sobre a identidade e funcionamento da Equipa da P.O. de Coimbra.
14:30 – Partilha dos Planos de Acção 2010-2011: MAAC, JOC e LOC
15:30 – Intervalo – Espaço interacção MAAC/JOC/LOC
16.00 - Tempo de diálogo: O que gostaríamos de fazer com os outros movimentos no ano 2010-2011?
16:45 – Oração final
17:00 – Lanche

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Manifesto "Dia Internacional do Trabalho Digno"

Em toda a Europa, celebramos hoje, dia 7 de Outubro, o Dia Internacional do Trabalho Digno.
Todos os dias, os jovens são confrontados com situações de desemprego, contratos laborais precários, instabilidade laboral, trabalho a recibos verdes, baixos salários, pressões exacerbadas por parte das entidades patronais, perda de direitos e más condições de trabalho que põem em causa a sua segurança. Estas situações ferem a dignidade dos jovens e não lhes permitem planear e encarar o seu futuro com serenidade. Existe um sentimento de frustração, os jovens não se sentem realizados no que fazem e isso reflecte-se tanto no trabalho como na família.
Em Portugal, há toda uma geração que vê ser-lhe roubado o futuro e, como alternativa, é obrigada a procurar o futuro fora do seu país. O desemprego voltou a aumentar no segundo trimestre de 2010. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em apenas um ano o número de jovens com menos de 35 anos cresceu 22 milhares e a taxa de desemprego desta camada etária atinge já os 20,3%. Aos dados do INE juntamos o recente relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que indica que a taxa mundial de desemprego jovem atingiu, em 2009, o nível mais alto da história – 13% – ainda assim bem abaixo da taxa verificada em Portugal, anteriormente referida.
Os jovens trabalhadores, as novas gerações, são seres humanos com dignidade e têm direito a uma vida melhor, não podem ser peças descartáveis ao sabor do lucro. A Europa não pode correr o risco de perder todo o potencial dos jovens trabalhadores. Urge inverter esta realidade que “desperdiça” a juventude. Os jovens precisam de oportunidades, autonomia, emancipação e capacitação para que o desenvolvimento e o crescimento das sociedades sejam garantidos.
Neste contexto, a luta por um trabalho digno, de qualidade e com direitos é essencial para que se possa construir uma Europa mais justa e mais solidária. Cada jovem trabalhador deve tomar consciência da sua dignidade e da importância que tem preservá-la. Contestar de forma individual não é a melhor solução. Importa mobilizar os colegas de trabalho para a luta que é para o bem de todos.
Assim, os jovens dos movimentos europeus da JOC decidiram lançar hoje este Manifesto, integrado na Campanha Europeia sobre a Dignidade dos Jovens Trabalhadores, iniciada a 1 de Maio do presente ano e que se prolongará durante os próximos dois anos. Vamos para a rua com a convicção daquilo em que acreditamos, num desenvolvimento económico e social centrado na pessoa e na dignidade humana e comprometido com a juventude, através de estratégias que promovam, efectivamente, o trabalho digno. Mais do que palavras de ocasião exige-se acção.
Já em 1999, a OIT caracterizava um trabalho decente/digno com vários elementos: a possibilidade de exercer um trabalho produtivo e de auferir, por ele, um salário justo; segurança no trabalho e protecção social para as famílias; melhores perspectivas de desenvolvimento pessoal e integração social; igualdade de oportunidades; liberdade para emitirem as suas opiniões, se organizarem e participarem nas decisões que afectam as suas vidas.
Neste dia tão importante, a JOC não pode deixar de relembrar, em nome da dignidade humana e do trabalho digno, as palavras de Cardijn: “ Cada jovem trabalhador vale mais que todo o ouro do mundo, porque é Filho de Deus”.